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Humildade



“Humildade
Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”

Cora Coralina

http://www.diamantepoesias.com/

Anjo das Horas



A ti, meu Anjo, amor dos meus encantos,
A ti que velas horas dos meus dias,
A ti que trazes luz aos meus espantos,
Eu agradeço o fim das agonias.

As agonias que rondaram cantos,
Os mais escuros, de paredes frias,
Quando era eu um carrilhão de prantos,
E tu - de perto - só me percebias.

Sem que eu chamasse foste os acalantos
Das minhas noites tristes e vazias.
E eu - que chamava por todos os santos -
Não via a ti que tanto me sorrias.

A ti, meu Anjo, amor dos meus encantos,
Eu agradeço os meus presentes dias.

- Sílvia Schmidt -

A Poesia de Victor Hugo - Podes Sorrir...



Podes sorrir-te... Embora! as flores murcham,
Mas não morre o perfume sobre o chão!
Que importa o riso sobre lábio ingrato,
Si inda, mulher, te bate o coração?!

Fada orgulhosa, nos salões brilhantes,
Vagas sem tino, no dançar louquejadas;
E penas brancas da plumagem alva
Caíram todas... Num paul doidejas.

Vale, acaso, essa vida de delírio,
Aqueles sonhos de paixão fervente,
Os quentes beijos, os abraços ternos,
E o céu tranqüilo sobre a terra ardente?!

Ai! que louca tu fostes, As nossas festas
Tinham por luzes os clarões da lua;
Inda hoje, às vezes, solitária e bela,
Tua imagem triste no luar flutua!

Não chorarei... Oh! não! Lá quando, um dia,
Emudecer o som da louca festa,
Essa história de gozos infinitos
Hão de contar-te as brisas da floresta!

Teu pranto em fio pelas faces murchas
Há de ser minha única vingança.
Serás a estátua muda da Saudade,
No sepulcro deserto da Esperança!...

Embalde o tentas... Minha imagem sempre,
Como um remorso, surgirá perdida!
Eu sou tua sombra, seguirei teu corpo!
Eu sou tua'aIma, seguirei tua vida!


Autor: (Victor Hugo)

Grande Escritor e Poeta Francês - Victor-Marie Hugo 1802-1885



1802 - 1830

Nascido em Besançon, no Doubs, Victor Hugo foi o terceiro filho de Sophie Trébuchet eJoseph Hugo, um major que, mais tarde, se tornaria um general do exército napoleônico.
A infância de Victor Hugo foi marcada por grandes acontecimentos. Napoleão foi proclamado imperador dois anos depois do nascimento de Victor Hugo, e a monarquia dos Bourbons foi restaurada antes de seu décimo oitavo aniversário. Os pontos de vista políticos e religiosos opostos dos pais de Victor Hugo refletiam as forças que lutavam pela supremacia na França ao longo de sua vida: seu pai era um oficial que atingiu uma elevada posição no exército de Napoleão. Era um ateu republicano que considerava Napoleão um herói, enquanto sua mãe era uma radical católica defensora da casa real, sendo que se acredita tenha sido amante do general Victor Lahorie, que foi executado em 1812 por tramar contra Napoleão. Devido à ocupação do pai de Victor Hugo, Joseph, que era um oficial, mudavam-se com frequência e Victor aprendeu muito com essas viagens. Na viagem de sua família a Nápoles, ele viu as grandes passagens dos Alpes e seus picos nevados, o azul do Mediterrâneo e Roma durante suas datas festivas. Embora tivesse apenas cerca de seis anos à época, lembrava-se vividamente da viagem que durara meio ano. A família permaneceu em Nápoles por alguns meses e depois voltou para Paris.
Sophie acompanhou o marido em seus postos na Itália (onde Joseph Léopold ocupou o posto de governador de uma província perto de Nápoles) e Espanha (onde ele se encarregou de três províncias da Espanha). Cansada das constantes mudanças exigidas pela vida militar, e em litígio com o marido infiel, Sophie separou-se temporariamente de Joseph Léopold em 1803 e se estabeleceu em Paris. A partir de então, ela dominou a educação e formação de Victor Hugo. Como resultado, os primeiros trabalhos de Hugo na poesia e ficção refletem uma devoção apaixonada tanto do rei como da . Foi somente mais tarde, durante os eventos que levaram à Revolução de 1848, que ele iria começar a se rebelar contra a sua educação católica e monarquista e em vez disso advogar o republicanismo e o livre pensamento.
Victor Hugo passou a infância entre Paris, onde foi educado por muitos tutores e também em escolas privadas, Nápoles e Madrid.[1][2]Considerado um menino precoce, ainda jovem tornou-se escritor, tendo em 1817, aos 15 anos, sido premiado pela Academia Francesa por um de seus poemas.[3]
Em 1819 fundou, com os seus irmãos, uma revista, o "Conservateur Littéraire" (Conservador Literário) e no mesmo ano ganhou o concurso da Académie des Jeux Floraux, instituição literária francesa fundada no século 14.[1]
Em 1821, Hugo publicou seu livro de poesias"Odes et poésies diverses" (Odes e Poesias Diversas), com o qual ganhou uma pensão, concedida por Luís XVIII. Um ano mais tarde publicaria seu primeiro romance"Han d'Islande" (Hans da Islândia).[2]
Casou-se com sua amiga de infância, Adèle Foucher, em 12 de outubro de 1822, o casamento gerou o desgosto de seu irmão, Eugène, que era apaixonado por Adèle. Em decorrência disso, Eugène enloquece e é internado em um hospício. No ano seguinte, a morte do primeiro filho e o fracasso literário do livro Hans da Islândia, que não agrada a crítica, interrompem o período de estabilidade vivido até então. Em 1824nasce sua primeira filha, Leopoldine.[4]
Em 1825, aos 23 anos, recebe o título de Cavaleiro da Legião de Honra.[5] Nesta época, torna-se líder de um grupo de escritores criando oCenáculo.[6]
A publicação da terceira coletânea de poemas de Victor Hugo, intitulada "Odes et Ballads", em 1826, marcou o início de um período de intensa criatividade.[7]
Em 1827, no prefácio de seu extenso drama histórico, Cromwell, Hugo expõe uma chamada à liberação das restrições que impunham as tradições do classicismo. O prefácio é considerado o manifesto do movimento romântico na literatura francesa,[3] [4] nele o escritor fala da necessidade de romper com as amarras e restrições do formalismo clássico para poder então refletir a extensão plena da natureza humana.[7] Ainda neste prefácio, Hugo defende o drama moderno, com a coexistência do sublime e do grotesco.[8] O sucesso do prefácio deCromwell consolidaram a imagem de Hugo como a principal liderança do romantismo na França. Aos 26 anos de idade, o escritor desfrutava de uma situação material confortável e prestígio não apenas entre a juventude rebelde francesa, mas também entre a corte de Carlos X.[9]
Neste período integrou-se ao romantismo transformando-se em um verdadeiro porta-voz desse movimento. A residência de Hugo tornou-se um ponto de encontro de escritores românticos entre os quais Alfred de Vigny e o crítico literário Charles Augustin Sainte-Beuve[7]
censura recai sobre sua obra, Marion do Lorme, em 1829peça teatral apoiada na vida de uma cortesã francesa do século XVII, isso aconteceu porque a obra foi considerada muito liberal,[3] e também devido ao fato dos censores terem interpretado a peça como uma crítica à Carlos X, o que fez com que a produção daquela que seria sua primeira peça a ser interpretada fosse cancelada.
Em 1830 estréia Hernani sua primeira obra teatral, que representa o fim do classicismo e expressa novas aspirações da juventude.[7] A peça, que exalta o herói romântico em luta contra a sociedade,[8] divide opiniões, agradando os jovens e desagradando os mais velhos, o que desencadeia uma disputa de público que contribui para a consagração de Hugo como líder romântico.[4] A peça obteve grande sucesso, lotando o teatro em todas as suas exibições. A disputa entre opiniões gerada por Hernani obteve proporções além do teatro, apoiadores e opositores travavam brigas e discussões por toda a França.[10]
Após o nascimento de mais uma filha, também no ano de 1830, que recebeu o nome da mãe, sua esposa recusa-se a ter mais filhos e concede ao marido liberdade para transitar por Paris, desde que não a aborrecesse. Tal fato, faz com que Hugo se entregue à libertinagem, ligando-se indistintamente à atrizes, aristocratas e humildes costureiras, mas contudo, ele não se separara de Adèle.[4] Neste mesmo período, Adèle inicia um relacionamento amoroso com o amigo da família, Saint-Beauve.[11]
Mais informações acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_Hugo

As Belas Músicas Instrumentais de Richard Abel

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Richard Abel: Pianista e entertainer com um toque pessoal!

Richard Abel é muito mais que um pianista, ele é um dos poucos dotados quem magnetismo e carisma pode encantar platéias e enviá-los em um passe de mágica lugar, musical.

Entertainer-através e completamente, não a energia de Richard e virtuosismo apenas deslumbrar os ouvidos, os olhos Essa meta sorriso aquecimento históricos e capturar o coração de quem se deixa ser levado para a aventura de Richard entretenimento requintados.

Os vários estilos musicais ouvidos por toda a história de sucesso 15 álbuns e três DVDs são apenas o começo o que trazer para Richard etapa histórica. Isso combinado com surpresas, risos e histórias ao longo Heard Qualquer história de coração-aquecimento concertos, e você saberá por que Ele é a pedra angular da música instrumental industrie.

O público e Richard Solicita entrega! História construída sob encomenda mostra concebida pela equipe talentosa Fornece versatilidade e um toque pessoal tinha que fizeram dele o que ele é hoje: Um músico procurados Isso coloca o romance e suavidade na rocha na roll.

Este site permite que você amostra Alguns canções da história, escolhidos a dedo por Richard ele mesmo!Navegar pelo site inteiro para encontrar fotos, história e biografia Mesmo alguns segredos de seu Richard Abel.

Guiomar Novaes - Pianista brasileira da Música Instrumental

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Nascida em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, filha de Anna de Carvalho Menezes Novaes e de Manoel José da Cruz Novaes, Guiomar foi a décima sétima dos dezenove filhos do casal. A família logo estabeleceu-se em São Paulo.
piano, presente em sua casa e utilizado nas aulas de suas irmãs, despertou o interesse de Guiomar, que, aos quatro anos, começou a tocá-lo de ouvido. Aos seis anos, a menina passou a tomar aulas com Eugenio Nogueira, professor paulista, e ingressou, por vontade própria, no jardim de infância. Desde os primeiros dias escolares, acompanhava, ao piano, as canções entoadas pelas colegas.
Mais tarde, Guiomar Novaes passou a tomar aulas com Luigi Chiaffarelli, um importante mestre italiano, considerado o responsável pelo seu desenvolvimento artístico. Chiaffarelli também foi professor de inúmeros pianistas que alcançaram fama no país e no exterior. A menina Guiomar Novaes, vizinha de Monteiro Lobato, foi quem inspirou o escritor a criar a encantadora personagem Narizinho, a "menina do nariz arrebitado" do Sítio do Picapau Amarelo.
Em 1902, com oito anos, Guiomar Novas apresentou-se publicamente pela primeira vez como artista. Em outubro de 1909, com o auxílio doGoverno do Estado de São Paulo, partiu para a Europa, para estudar em Paris.
Ao desembarcar na França, Guiomar foi convidada para visitar uma compatriota que desejava ouvi-la: era a Princesa Isabel, também pianista, que vivia próximo a Versalhes, no exílio. Foi a Princesa Isabel quem estimulou Guiomar a incluir em seu repertório a Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro, composição de Louis Moreau Gottschalk. Guiomar frequentemente tocava a Grande Fantasia Triunfal nos recitais que fazia no exterior, evidenciando assim sua nacionalidade e contribuindo para o reconhecimento internacional do Brasil.
Na capital francesa, Guiomar inscreveu-se para prestar provas no Conservatório de Paris; havia 331 candidatos para doze vagas. Realizou a primeira prova em 18 de novembro de 1909. Após rígida seleção, o número de candidatos baixou para trinta. A segunda prova deu-se em 25 de novembro.
A comissão julgadora era formada por músicos como Claude DebussyMoszkowski e Lazare-Lévy. Durante o primeiro exame, ela tocou um Prelúdio e Fuga do Cravo Bem Temperado de Bach, um estudo de Liszt-Paganini e a 3a. Balada de Chopin. No segundo exame, quebrando o protocolo dos concursos do Conservatório, Debussy, fascinado com a jovem Guiomar, pediu a repetição da 3a. Balada de Chopin.
Cquote1.svgEu estava voltado para o aperfeiçoamento da raça pianística na França...; a ironia habitual do destino quis que o candidato artisticamente mais dotado fosse uma jovem brasileira de treze anos. Ela não é bela, mas tem os olhos 'ébrios da música' e aquele poder de isolar-se de tudo que a cerca - faculdade raríssima - que é a marca bem característica do artistaCquote2.svg
— Claude Debussy, 25 de novembro de 1909, Carta a André Caplet
Após ser admitida em primeiro lugar, por unanimidade, estudou no Conservatório com o mestre húngaro Isidore Philipp, que afirmou não ter ensinado nada à aluna e sim aprendido com ela. Em julho de 1911, na prova de encerramento do curso do Conservatório de Paris, Guiomar venceu a prova, que contava com 35 concorrentes, e ganhou o Primeiro Prêmio - que compreendia a quantia a quantia de 1200 francos e umpiano de cauda.
Depois de conquistar o primeiro prêmio e deixar o Conservatório de Paris, Guiomar teve diversos oferecimentos de contratos, tocando emParisLondresGenebraMilão e Berlim. Em 1913, retornou ao Brasil e se apresentou no Teatro Municipal de São Paulo e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Guiomar cancelou todos os compromissos na Europa e continuou apresentando-se no Brasil. Em 1915, fez sua estreia nos Estados Unidos, onde realizou fantástica temporada, tocando em Nova IorqueBostonChicago,NorfolkNewport e outras cidades norte-americanas, sendo aclamada pela crítica estadunidense, que a chama de Lady of the Singing Tone.Henry T. Finck, famoso crítico musical norte-americano, considerou-a a mais inspirada pianista. Em janeiro de 1919, Guiomar perdeu sua mãe e companheira D. Anna, mas não deixou de encantar as plateias americanas. Em agosto de 1919, retornou ao Brasil, onde foi acolhida festivamente, recebendo o reconhecimento de seus compatriotas. Em novembro de 1919, parte Estados Unidos, iniciando a temporada 1919-1920.
Em dezembro de 1920, está no Brasil e oficializa seu noivado com o namorado, o arquiteto e compositor Octávio Pinto. Em 1921, Guiomar está nos Estados Unidos.
Em 1922 Guiomar participou da Semana de Arte Moderna- evento que revolucionou as artes brasileiras, marcando a chegada do modernismo -, apesar de um pouco contristada com as paródias feitas à Chopin no 1o. Festival da Semana de 22. Também em 1922, Guiomar casa-se com Octávio Pinto. O casal teve dois filhos: Anna Maria e Luiz Octávio. A partir de 1922, Guiomar passou a incluir nos seus recitais as obras de Villa-Lobos, tornando-se importante divulgadora desse seu compatriota nos Estados Unidos.
A partir daí, Guiomar alternou idas aos Estados Unidos e voltas ao Brasil. Em 1938, tocou para o presidente Roosevelt. A imprensa americana a reconheceu como a melhor pianista do mundo. Em 1950, faleceu Octávio Pinto, seu marido e incentivador, que ficou no Brasil para cuidar de problemas cardíacos. Guiomar sentiu-se profundamente abalada, chegando a cogitar um fim de carreira, mas logo estava de volta aos palcos, fortalecendo-se com a música.
Em abril de 1967, foi escolhida, entre todos os artistas do mundo, para inaugurar o Queen Elizabeth Hall, em Londres, convidada pela rainhaElisabete II do Reino Unido. Nas décadas de 1960 e 1970, Guiomar foi condecorada com diversos títulos, medalhas, insígnias e comendas, e homenagens como a Ordem Nacional do Mérito, concedida pelo governo brasileiro, além de ter sido elevada ao grau de Cavaleiro da Legião de Honra de França. 1972 é o ano da sua última temporada nos Estados Unidos.
Em janeiro de 1979, a pianista sofreu um derrame cerebral e seu estado de saúde passou a inspirar cuidados. Guiomar Novaes faleceu em 7 de março de 1979, aos 85 anos, às oito horas da noite, em São Paulo, vítima de infarto do miocárdio. Todos os grandes jornais americanos publicaram um anúncio fúnebre intitulado In Tribute to GUIOMAR NOVAES. Seu velório aconteceu na Academia Paulista de Letras. Foi enterrada no Cemitério da Consolação, em São Paulo, em 8 de março, ao som da Marcha Fúnebre, da Sinfonia Eroica, de Beethoven.